Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Últimas Notícias > Estudantes do IFSP representam o Brasil em competição internacional de robótica em Miami
Início do conteúdo da página
Notícias

Estudantes do IFSP representam o Brasil em competição internacional de robótica em Miami

Equipe Brazilian Storm participa da First Robotics Competition e reforça protagonismo juvenil e incentivo à ciência

  • Publicado: Terça, 05 de Maio de 2026, 17h19
  • Última atualização em Terça, 05 de Maio de 2026, 17h21

Pela primeira vez, estudantes do Campus São José dos Campos participaram de uma etapa internacional da First Robotics Competition, realizada entre os dias 8 e 11 de abril, em Miami, nos Estados Unidos. A presença no evento marca um momento histórico para o projeto Clube de Ciências e Robótica Meninas nas Exatas SJC, consolidando o protagonismo estudantil e o incentivo à ciência, tecnologia e inovação.

A equipe, denominada Brazilian Storm, foi formada por sete estudantes do curso técnico em Mecânica integrado ao ensino médio. Integram o time Emanuel Velasco Rodrigues, Fernando de Oliveira Penaforte, Kleuson Lucas Arteiro Pereira, Marcelly Cardoso Ramos de Morais e Pérola Silva dos Santos, todos com 16 anos e matriculados no 2º ano. Também fazem parte Lucas Ribeiro e Silva e Miguel Rosa Cardoso, ambos com 17 anos, estudantes do 3º ano, e coordenada pela profesora Maria Tereza Fabbro que também é idealizadora dos projetos Clube de Ciências e Meninas nas Exatas e Jovens Cientistas.

A seleção dos participantes considerou o desempenho ao longo da temporada, com critérios como frequência mínima de 70%, engajamento, comprometimento e evolução individual, além da função exercida por cada integrante na equipe. A preparação exigiu intensa dedicação técnica e organizacional, especialmente no desenvolvimento e nos testes do robô utilizado na competição.

Entre os principais desafios enfrentados esteve a gestão do tempo. Conciliar as demandas escolares com a preparação técnica exigiu disciplina e organização, contando com o apoio fundamental dos professores do IFSP.

A equipe alcançou um bom desempenho, posicionando-se à frente de grupos experientes. Além disso, levou para o evento uma manifestação cultural brasileira relacionada ao conceito de “Gracious Professionalism”, que foi adotada por outras equipes e até mencionada pelo narrador da competição, ampliando sua visibilidade internacional da equipe.

A participação internacional também reforça o protagonismo feminino nas áreas de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), uma das bases do projeto Meninas nas Exatas e Jovens Cientistas, que atua em parceria com a equipe desde o início de 2025.

Na prática, o projeto é resultado de uma colaboração entre o IFSP, a Escola Estadual Alceu Maynard Araújo e a Associação Joseense para Apoio à Pesquisa e Ensino em Tecnologia (AJAPET). A escola estadual funciona como sede das atividades, abrigando o Clubinho de Robótica, realizado aos sábados com estudantes do 6º ao 9º ano, além de oferecer infraestrutura para o desenvolvimento dos projetos.

O modelo de atuação promove um ciclo formativo contínuo: estudantes do IFSP integram a equipe competitiva e também atuam como mentores de alunos mais jovens, fortalecendo valores como inclusão, equidade e respeito.

A viabilização da participação internacional contou com o apoio de patrocinadores, responsáveis por custear despesas como inscrição e deslocamento. O IFSP também contribui institucionalmente, por meio de editais de apoio a discentes.

A expectativa é de continuidade. O grupo pretende participar de novas competições e expandir suas ações, ampliando o alcance da formação científica e tecnológica de jovens.

Para Fernando de Oliveira Penaforte, a experiência vai além da competição. “A iniciativa dos times Brazilian Storm e Sanja Storm é excepcional. Tornar uma competição de robótica acessível, sediada em escola pública e aberta a diferentes estudantes, nos dá clareza sobre caminhos profissionais. Aprendemos a desenvolver projetos, apresentar ideias e nos conectar com empresas, o que abre portas para o futuro”, afirma.

Já Pérola Silva dos Santos destaca o aprendizado coletivo. “Estar nessa disputa em Miami foi uma experiência incrível e um marco importante para o nosso time. Sabíamos que o nível seria alto, então focamos ao máximo em testar o nosso robô. Tivemos um bom desempenho e ficamos bem colocados. O maior ganho foi a troca de experiências e o aprendizado. Voltamos com novas ideias para melhorar o projeto. Nada disso seria possível sem o apoio de familiares, mentores, patrocinadores e, especialmente, do Instituto Federal de São Paulo”, relata.

A participação na competição internacional simboliza mais do que um avanço técnico: representa a construção de oportunidades, o fortalecimento da educação pública e a certeza de que investir em jovens talentos é apostar em futuros possíveis.

registrado em: ,
Fim do conteúdo da página